segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cientistas criam peixe artificial capaz de controlar cardumes


Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirmam ter criado o primeiro peixe-robô que cardumes de peixes naturais aceitam como um de seus membros. Segundo os construtores do aparelho, a invenção abre caminho para o estudo do comportamento dos peixes e da dinâmica de grupos.
"Como o peixe robótico é aceito pelo cardume, podemos usá-lo para controlar o comportamento de indivíduos e estudar situações complexas, como agressividade, cooperação e comportamentos para evitar predadores", disse, em nota, o autor dos experimentos iniciais realizados com o "Robofish", Jolyon Faria.
O robô, controlado por computador, é um modelo feito a partir de um molde de gesso, pintado para imitar as cores e sinais característicos de um peixe de verdade. Os cientistas tiveram de provar que o Robofish seria aceito no cardume de forma que os peixes reagissem a ele como se fosse mais um integrante normal do grupo.
"Embora o Robofish parecesse, para nós, como um peixe stickleback, não sabíamos se outros peixes o veriam da mesma forma", explicou Jolyon. "também achamos que poderia haver um problema com o cheiro, já que peixes usam sinais químicos na água para identificar outros membros do cardume. No fim, o Robofish foi aceito de cara, embora tenhamos testados vários modelos antes de achar o que funcionava melhor". O Robofish foi colocado num tanque contendo ou um outro peixe solitário ou um grupo de dez, e programado para seguir um caminho fixo um pouco mais depressa que um peixe normal. O objetivo era ver se o Robofish conseguiria induzir outros peixes a deixar a área de refúgio do tanque e convencer os companheiros a fazer uma curva de 90 graus.
Peixes solitários deixaram o refúgio muito antes se o Robofish estivesse presente para instigar o movimento, embora os grupos tenham saído bem rapidamente, sem necessidade de estímulo. O Robofish foi capaz de persuadir tanto os peixes sós quanto os grupos a fazer a curva.
Fonte: Estadão

domingo, 27 de junho de 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Vergonha - Peixe transgênico brilha no escuro


O Conselho de Agricultura de Taiwan apresentou nesta sexta-feira (15) uma espécie de peixe geneticamente modificada que brilha no escuro. O país diz que esse é o primeiro peixe de tamanho médio a se tornar fluorescente. O animal, da espécie Archocentrus nigrofasciatus, conhecida no Brasil com o nome de guatemala, recebeu genes específicos para ficar com essa coloração.
De acordo com a mídia local, a produção de peixes ornamentais movimenta em torno de R$ 8,5 bilhões por ano no mundo. Taiwan exporta esses animais para mais de 20 países, incluindo Estados Unidos e Japão.
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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Peixe recém-descoberto está ameaçado por vazamento no Golfo

Uma espécie de peixe descoberta há pouco tempo no Golfo do México já corre o risco de desaparecer por causa do vazamento de petróleo da BP, segundo pesquisadores da Louisiana State University (LSU), nos Estados Unidos.
O halieutichthys aculeatus, chamado em inglês de pancake batfish ("peixe-morcego panqueca", em tradução livre), vive a cerca de 400 metros de profundidade. A espécie foi descoberta há cerca de seis meses pelo biólogo Prosanta Chakrabarty, da Universidade do Estado da Louisiana (LSU, na sigla em inglês).
O peixe leva este nome por ser achatado e redondo como uma panqueca, apesar de ser muito menor que uma. Segundo Chakrabarty, "se você faz um formato oval com seu dedão e o dedo indicador, você tem aproximadamente o tamanho dele".
"Eles são realmente esquisitos", afirmou o biólogo. "Muita atenção é dada à carismática megafauna, as baleias e as tartarugas, mas nós não podemos dizer o que está acontecendo abaixo da superfície."
Chakrabarty alerta que o vazamento de petróleo está ocorrendo no nível do habitat destes peixes, o que pode dizimar a espécie no Golfo do México.
Alimento de atum
O peixe passa a maior parte de seu tempo descansando sobre o fundo arenoso do Golfo do México, já que ele não nada, mas pula sobre o solo com a ajuda de nadadeiras.
"Durante minha expedição pela LSU nós pescamos cerca de 100 mil peixes e apenas três eram peixes-morcego panqueca. É difícil estimar qual é a população deste tipo de peixe, mas se eles são raros em museus, eles devem ser raros no mar", disse Chakrabarty.
De acordo com o biólogo, a BP e o governo pioraram a situação para as espécies que vivem no fundo do mar ao injetar imensas quantidades de químicos para dispersar a mancha de óleo.
"Apenas porque é abaixo da superfície não quer dizer que não está causando danos. Significa apenas que nós não sabemos quais são as consequências", afirmou Chakrabarty à estação de rádio pública americana NPR, que traz em seu website um quadro com a contagem em tempo real da quantidade de petróleo vazada no oceano.
A cientista Samantha Joye, da Universidade da Geórgia, faz parte de uma equipe de pesquisadores que está mapeando uma imensa mancha de água poluída a cerca de 20 km a oeste e sudoeste do poço que está vazando.
Esta mancha teria mais de 3 km de extensão e cerca de 600 m de profundidade.
"Quanto mais perto do poço as amostras foram coletadas, maior a concentração de óleo e gás. Outros cientistas independentes encontraram diversas outras manchas, e cientistas do governo também estão fazendo essas buscas. Mas até agora, a BP diz que não pode confirmar que a (plataforma que explodiu e afundou) Deepwater Horizon está criando grandes manchas submarinas", afirmou Joye à NPR.
Apesar de não se saber ao certo em que nível da cadeia alimentar o peixe-morcego panqueca se encontra, alguns foram encontrados nos estômagos de atum e do marlim.
Chakrabarty, que pretende registrar a descoberta da espécie em agosto, diz que até lá é capaz de o peixe não existir mais.
A possibilidade da espécie desaparecer está alarmando os cientistas, que dizem ser impossível estimar os impactos do vazamento da BP em longo prazo. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,peixe-recem-descoberto-esta-ameacado-por-vazamento-no-golfo,568039,0.htm

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Manejo sanitário de pisciculturas durante o inverno




**Márcia Mayumi Ishikawa*

Agora que o inverno se aproxima, algumas medidas preventivas são recomendadas para as pisciculturas. A primeira medida consiste em organizar e planejar as atividades para evitar o manejo dos animais nos períodos mais frios. Em segundo lugar utilizar ração de boa qualidade e, se possível, ração formulada para inverno, iniciando antes do período de inverno. Adotar ações de "Boas Práticas de Manejo" na propriedade como medidas de higiene, acompanhamento da qualidade da água, treinamento da mão-de-obra e evitar sobra de ração, são recomendações básicas que devem ser seguidas na rotina de qualquer piscicultura. No inverno, os cuidados com a alimentação e o monitoramento da qualidade da água devem ser redobrados.
Outra ferramenta que o piscicultor pode adotar como prevenção para o inverno é o monitoramento parasitológico e hematológico dos peixes. Este monitoramento pode ser realizado através do envio de amostras de água do viveiro, amostras de sangue dos peixes ou de alguns exemplares suspeitos de estarem doentes para um Laboratório capacitado para a realização dos exames. A intervenção no tratamento no início de uma doença é muito mais eficiente, mas para isso, é necessário que se observe e se realize os exames o mais cedo possível. O monitoramento utilizando a hematologia e exames parasitológicos podem ser realizados antes mesmo que uma doença se instale no viveiro.
O Laboratório de Piscicultura da /Embrapa Agropecuária Oeste/ desenvolve atividades na área de sanidade de organismos aquáticos e, desde outubro de 2007, foram iniciadas atividades do Projeto Componente Estado Sanitário de Organismos Aquáticos Cultivados, PCSanidade do Aquabrasil. Resultados preliminares do trabalho envolvem desde casos acompanhados no Laboratório e visitas técnicas às pisciculturas, até experimentos laboratoriais e a campo. A equipe do PCSanidade está padronizando metodologias de diagnóstico rápido e de monitoramento do estado de saúde dos peixes, ou seja,ferramentas que possam identificar o agente e possibilitar o tratamento antes que todos os peixes do viveiro, ou mesmo todos os viveiros da propriedade, sejam acometidos pela doença.
Os resultados preliminares do PCSanidade demonstram a relação entre desencadeamento de doenças em peixe e descuido nas atividades relacionadas às "Boas Práticas" na propriedade. Recomenda-se, portanto, aplicar efetivamente e de maneira constante as ações preventivas na propriedade e, principalmente, adotar as "Boas Práticas de Manejo", pois são muito mais eficientes do que o tratamento. Na grande maioria dos casos de mortalidade de peixes nas pisciculturas que foram acompanhadas pelo laboratório de piscicultura da /Embrapa Agropecuária oeste/, a causa do problema foi decorrente de fatores ambientais, ou de manejo, e não biológicos como bactérias, fungos, parasitas ou vírus. Estes resultados demonstram que o tratamento indiscriminado com medicamentos, como antibióticos, devem ser evitados. O tratamento com medicamentos somente deve ser aplicado quando indicado por um técnico ou profissional habilitado. Os resultados discutidos anteriormente estão delineando os futuros trabalhos da equipe do PCSanidade na prevenção e no tratamento das doenças de peixe. Em breve, novas ferramentas e recomendações no manejo sanitário das pisciculturas estarão disponíveis para os técnicos e piscicultores.

**Pesquisadora /Embrapa Agropecuária Oeste/**. e-mail:**
marcia@cpao.embrapa.br***

Fonte: http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=41832

terça-feira, 8 de junho de 2010

Condenado pela mortandade de peixes no Rio do Sinos fica frente a frente com promotor

O promotor Paulo Vieira fez hoje, durante evento sobre Meio Ambiente em Porto Alegre, um balanço do caso da mortandade de 86 toneladas de peixes ocorrida em 2006, no Rio do Sinos. Ele subiu ao palco na sede do Ministério Público Estadual para dar detalhes sobre a atuação da promotoria nas investigações e na apresentação das denúncias. Para surpresa de todos, na plateia estava o homem considerado pela Justiça como o responsável pelo desastre ambiental, o engenheiro químico Luiz Ruppenthal.
O último encontro dos dois foi há dois anos. Em liberdade graças a um habeas corpus obtido no Supremo Tribunal Federal (STF), Ruppenthal assistia a palestra na oitava fila do auditório. O ex-secretário executivo da Utresa foi condenado a 30 anos de prisão por 50 crimes ambientais. Em função de um recurso, a pena foi reduzida para sete anos.
Ruppenthal se defende da acusação de que a Utresa seria responsável pela mortandade de peixes no Rio do Sinos. Para ele, a baixa vazão do manancial somada ao lançamento de efluentes cloacais não tratados é que mataram os peixes. Ele se diz vítima.
Na ação penal em que foi condenado, Ruppenthal apresentou recursos aos tribunais superiores. A outra deve ser julgada em primeiro grau em alguns meses.
A ação civil pública resultou na intervenção judicial da Utresa. Mais de R$ 20 milhões foram investidos nos últimos anos pela entidade para regularizar a situação ambiental.
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Fonte: Zero Hora

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Herichthys cyanoguttatus

quinta-feira, 3 de junho de 2010