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Reportagem de JOANICE DE DEUS
Diário de Cuiabá - Um dos principais destinos culturais e turísticos de Cuiabá completou, no último dia 5, uma década. De cara nova, o Aquário Municipal Justino Malheiros, ao lado do Museu do Rio, no Porto, ficou fechado três meses para reforma e foi reaberto à visitação no dia 9 de dezembro passado. Porém, o ponto turístico que abriga exemplares de peixes do Pantanal Mato-grossense ainda está com dois dos seis aquários grandes desativados por conta das rachaduras nos vidros. No local, há outros nove recipientes pequenos. Através dos vidros, os visitantes ou turistas podem conhecer espécies que habitam os rios mato-grossenses. “Aqui a gente ainda pode ver peixes que hoje quase não vemos no rio Cuiabá”, disse o pintor e pescador Eloi Natalino da Silva, morador do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Para ele, os dois recipientes desativados não prejudicam a beleza ou a riqueza do lugar. “Está bonito. Faltam alguns peixes, mas tem jaú, piava galinha, curimbatá, cará”, disse citando outros exemplares. A família do funcionário público Ademir Pedroso, que mora em Rondolândia (1.600 quilômetros da Capital, a noroeste), também gostou do que viu. “Para quem conhecia apenas algumas espécies está muito bom. Tem até peixe que está em extinção”. O gerente do Aquário, Teruo Izawa, a quem o arquiteto e urbanista José Antônio Lemos dos Santos se refere como o “o anjo do Aquário” em seu artigo “10 anos do Aquário” publicado no Diário, reconhece que faltam algumas espécies, inclusive nobres, como o pintado, piavuçú e o dourado. Izawa acredita que até o fim de março o espaço estará totalmente pronto. Porém, acha que ainda não será possível colocar à exposição todas as espécies que estão faltando. “Temos que esperar a piracema terminar. Além disso, alguns peixes não são fáceis de capturar. Eles serão colocados nos aquários à medida que forem capturados”, explica. Izawa conta que 263 espécies diferentes de peixes existem no Pantanal. Segundo ele, o objetivo é que pelo menos 90 sejam colocados no Aquário, que abre de terça-feira a domingo, das 9h às 18 horas. A entrada custa R$ 0,50 para crianças e R$ 1 para adultos. Em média, o ponto turístico recebe 100 visitantes por dia. Nos fins de semana e período de férias o número sobe para 300 pessoas. Em seu artigo José Lemos informa que o lugar “recebeu nestes 10 anos mais de 1 milhão de visitantes”. Além de comemorar, de contar como surgiu a idéia e um pouco da história de construção do Aquário Municipal, Lemos lembra que o ponto turístico “poderia estar em melhores condições, mas sua manutenção nunca foi equacionada, desde o início”. O que ele espera que aconteça com a realização da Copa de 2014. “Quem sabe a Copa venha a ser também a chance de viabilização do Aquário?”.
Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=364945


GAZETA DO SUL - Não bastassem os problemas de falta de água em Santa Cruz do Sul, agora surge mais uma queixa. Na Rua Marechal Deodoro, 700, em pleno Centro, o líquido está chegando sujo em algumas torneiras. Na casa veterinária Wazlawik centenas de peixes ornamentais correm o risco de morrer se o problema não for resolvido.
Conforme o proprietário da loja, Fernando Wazlawik, o problema não é raro e atinge outros vizinhos. “Seguidamente não conseguimos usar a água porque ela está suja.” Desta vez, o problema começou na segunda-feira. O caso foi comunicado à Corsan, mas persistia até ontem à tarde. “Como não é a primeira vez e a companhia não resolve, decidimos mostrar a situação para a comunidade.”
O problema, agora, adquiriu contornos maiores, pois está colocando em risco a vida de dois mil peixes ornamentais. Wazlawik explica que eles deveriam ter chegado na segunda-feira. Mas como havia dificuldades com a água, pediu que a entrega fosse feita ontem. “Esperava que, na terça-feira, a Corsan tivesse solucionado o problema. Hoje (ontem), eles chegaram e não podem ir para os aquários.”
Os animais, que custaram R$ 4 mil, estão em sacos plásticos e podem morrer. O calor, inclusive, aumenta os riscos. Ontem à tarde, o empresário estava buscando opções para escapar do prejuízo. Ao menos uma parte ele pretendia levar para a filial de Vera Cruz. Os que não forem para os aquários até a manhã de hoje, não irão sobreviver.
RISCO
Os funcionários da casa veterinária também estavam indignados. Jocelaine Gehrke trabalha há um ano no local e diz que seguidamente a água está suja. No entanto, esta foi a primeira vez que a situação coloca os peixes em risco. “Isso é muito triste. Além do prejuízo financeiro, estamos vendo que os animais não vão resistir por muito tempo.”
Ontem à tarde, o setor operacional da Corsan de Santa Cruz prometeu avaliar o que está ocorrendo. Como na segunda-feira houve um conserto na rede em uma rua próxima, é possível que tenha entrado terra na tubulação.
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