segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Transferindo Kois para outro lugar

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Egelte terá 900 dias para entregar obra do Aquário do Pantanal



A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) publicou na última semana, no Diário Oficial, o resultado da licitação para construção do Aquário do Pantanal. A vencedora é a empresa de Mato Grosso do Sul Egelte Engenharia Ltda.
Com a modalidade concorrência, do tipo menor preço, a licitação é uma das fases da construção do prédio do Centro de Pesquisa e de Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira - Aquário do Pantanal, em Campo Grande, que será edificado no Parque das Nações Indígenas, com entrada pela avenida Afonso Pena.
O valor apresentado pela Egelte é de R$ 84.749.754,23, R$ 4,7 milhões a menos entre o preço proposto pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e o oferecido pela vencedora. Conforme o documento publicado no dia 18 de fevereiro, o resultado foi devidamente adjudicado à empresa vencedora sendo igualmente homologado todo o procedimento pela Agesul. As obras devem começar em março e o prazo de execução é de 900 dias

Aquário do Pantanal

Considerado um dos maiores aquários de água doce, com 6 milhões de litros de água, 263 espécies e 7.000 animais, o Aquário do Pantanal será construído com recursos do governo estadual. O local deve entrar em operação no início de 2012 e terá capacidade para receber 20 mil visitantes por dia.
O espaço irá abrigar um centro de conferências, laboratórios e biblioteca para livros e teses sobre o Pantanal, instalações que foram desenhadas lado a lado com os 25 tanques de peixes, jacarés, sucuris, entre outras espécies.
Além do ambiente interno, que inclui um túnel de 180 graus, o aquário terá cinco tanques externos, que poderão ser percorridos a pé ou em um trajeto aquaviário em barco com fundo de vidro.
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Fonte: A crítica

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Chiangmai Zoo Aquarium

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Peixes ao ar livre em Portugal










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Fonte:
Gaia Porto

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Juwel Vision

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cavalo-marinho tipo exportação

por Clarice Couto | Fotos Ernesto de Souza

Nas praias próximas a Fortaleza, CE, é comum o comércio ilegal de um pequenino animal aquático, pouco mencionado até pelos defensores da biodiversidade: o cavalo-marinho. Bastante visados pelos mercados japonês e europeu, onde a aquariofilia (criação de animais aquáticos ornamentais em aquário) conta com um grande número de adeptos, os cavalos-marinhos são retirados com frequência do litoral cearense por pescadores em busca de renda extra. A prática tem seu lugar porque a cota estabelecida pelo Ibama para a venda legal de cavalos-marinhos – 250 animais por ano por empresa autorizada – é insuficiente para atender à demanda mundial. Espectador deste cenário, o Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará, pesquisa, há seis anos, o processo de criação em cativeiro destes animais marinhos.
A meta final dos estudos é levar aos pescadores treinamento e material apropriado para que possam criar cavalos-marinhos e abandonar a captura em ambiente natural. Luis Parente Maia, coordenador acadêmico do Labomar, acredita que, com a oferta de animais provenientes de criatórios, a cota oficial deixará de ser necessária, já que foi estabelecida para limitar a exploração da espécie na natureza. “Há uma demanda gigante pelo animal. Por isso, os pescadores os vendem em feiras, de forma clandestina”, diz.
Boa parte dos processos de reprodução e engorda está dominada. Maia explica que o fato de os cavalos-marinhos pesquisados pelo instituto (gênero Hippocampus) serem nativos da região, mais especificamente de estuários, beneficiou o andamento do trabalho. Na técnica desenvolvida pelo Labomar, a desova de ovos e sua fecundação ocorre de maneira natural, sem o expediente da indução hormonal – comum na reprodução em cativeiro de peixes.
Um casal produz, em média, 250 filhotes. Destes, em torno de 40% sobrevivem, o que resulta na obtenção de 60 a 80 cavalos-marinhos a cada dois meses, quando se dá a reprodução. Esse percentual de sobrevivência, entretanto, ainda pode ser elevado. “No mercado internacional, um cavalo-marinho pode chegar a US$ 120”, afirma o coordenador do Labomar.
O próximo passo da pesquisa é aprimorar os estudos relacionados à alimentação dos animais. Na natureza, a espécie se alimenta de um minúsculo crustáceo, chamado artêmia, mas o objetivo é que os pescadores alimentem seu “cardume” com ração. Antes de bater o martelo nesta opção, porém, os pesquisadores analisarão se a mudança na dieta afeta a cor dos animais, fator muito observado na aquariofilia.
“A ideia é entregar aos pescadores formas juvenis de cavalo-marinho (com oito meses de idade) condicionados a comer ração e tubos de ensaio com microalgas para alimentá-los por 60 dias. Após esse período, o cavalo-marinho estará pronto para deixar a artêmia e comer ração”, diz Maia.



Ariacó, cioba e pargo

Outra aposta do Labomar é a conclusão das pesquisas de reprodução e criação dos chamados “peixes vermelhos”, amplamente consumidos no Nordeste, mas até hoje obtidos apenas por meio da pesca. Ariacó e cioba são alguns deles, além do pargo, cujos estudos devem ser iniciados neste ano. Com as etapas de reprodução e desova dominadas, o grupo já reúne conquistas importantes. Na engorda dos filhotes de cioba, 50% da farinha de peixe normalmente fornecida como alimento foi substituída pela de soja, sem que o crescimento do animal fosse afetado. As condições climáticas do estado, como temperatura média do mar a 27 graus Celsius, permite que os pesquisadores obtenham resultados melhores que os já registrados em outras instituições de pesquisa no mundo, ainda que em pequena escala.
Localizado à beira do estuário do rio Pacoti, o Labomar tem limitações de espaço, condição que tem restringido o avanço dos estudos de larvicultura e alevinagem. “A cada desova, uma fêmea libera de 600 mil a 700 mil ovos, dos quais entre 60% e 70% se transformam em larvas. Elas precisam de cuidados extremos ao longo de 35 dias, até se transformarem em alevinos (peixes pequeninos) ou morrem todas de uma vez. Temos dois problemas: nossa capacidade de estocagem é de 2 mil alevinos e os peixes vermelhos são recifais, vivem em recifes, porém nossas pesquisas são realizadas com água do estuário”, explica Rossi Lelis Muniz Souza, pesquisador do instituto. Ainda assim, o aproveitamento dos ovos analisados pelos pesquisadores, incluindo todas as fases da criação, foi de 10%, enquanto a média mundial é de 4% a 5%.
Para sobrepor estes obstáculos, o Labomar enviou ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) um projeto para construção de um centro maior em Beberibe, CE, com 7 mil metros quadrados de área, que permitirá o desenvolvimento das larvas e alevinos de peixes em água de mar. O objetivo final do trabalho, semelhante ao voltado aos cavalos-marinhos, é chegar a um pacote tecnológico que permita a produtores e pescadores criar estas espécies, além de povoar com alevinos áreas onde, no passado, houve fartura de peixes.


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Fonte: Revista Globo Rural

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Isto é Bizarrooo!!!! E a saga continua...


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Fonte: 4.bp.blogspot

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ZOOCIEDAD: ¿Como armar un acuario?



sábado, 19 de fevereiro de 2011

PMA autua pescador em R$ 6 mil por armazenar peixes

Policiais Militares Ambientais de Naviarí receberam denúncias de que um homem estaria capturado peixes, que seriam utilizados como iscas para a pesca e armazenando em um buraco com água no quintal de sua casa, localizada no Porto Caiuá, às margens do rio Paraná, em Naviraí.
Os policiais foram ao local hoje e constataram a veracidade das denúncias ao localizar um buraco de 3,6 m² cheio de água, onde havia 1.500 peixes da espécie “morenita”. O peixe estava sendo capturado durante a piracema, no rio Paraná, e em alguns afluentes, segundo a esposa do pescador Donizete Marques Pereira, responsável pela captura.
O pescador não estava no local, porém, sua esposa foi cientificada do crime ambiental de pesca predatória que ele responderá. Se condenado, poderá pegar pena de detenção de um a três anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. O acusado recebeu multa administrativa no valor de R$ 6.140,00.
Após perícia realizada no local, os policiais colocaram os peixes em um tambor com água e levaram-nos ao rio Paraná, onde foram soltos.
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Fonte: MidiaMax

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Deputado promove repovoamento de peixes no Lago do Manso

O deputado Sérgio Ricardo (PR) promove mais uma vez a soltura de peixes nos rios de Mato Grosso. Neste sábado (19), o parlamentar soltará 200 mil filhotes de pacu no rio Quilombo. O evento acontece às 9 horas, na balsa da Vila de João Carro, (11 km do distrito da Água Fria) em Chapada dos Guimarães. A ação faz parte do Projeto Natureza Viva- Repovoando os Rios de Mato Grosso.
Nos últimos três anos foram mais de 20 milhões de filhotes de peixes soltos nos principais rios do estado como o Cuiabá, das Mortes, Jauru, Araguaia, Sepotuba e Paraguai, entre outros. “Nossa meta é repovoar os rios levando em consideração fatores como a pesca predatória que, consequentemente, diminuiu o volume de peixes, como também a construção da barragem da usina de manso que mudou o comportamento dos rios como no caso do rio Quilombo”, declarou o parlamentar.
Segundo Sérgio Riçado, a iniciativa tem também por objetivo cobrar da empresa Furnas a construção da Estação de Repovoamento de Peixes prevista no Termo de Ajustamento de Conduta – TAC firmado com o Ministério Público e que não vem sendo cumprido, assim como a implantação de uma escada de peixes na usina o que permitirá a restauração do ciclo natural de subida e desova das espécies daquela bacia hidrográfica. Os filhotes que serão soltos são da espécie pacu, medindo de 15 a 20 centímetros.
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Estufa de Bettas e Discos

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mais Kois...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Isto é BizarrooOoo - Tirinhas

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Fonte: PlanoBeta.com

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Poytara Spirulina

A marca Poytara vem ganhando cada vez mais espaço no mercado nacional e um produto que vem tendo ótima aceitação entre os aquaristas é a "Spirulina Poytara", pela ótima qualidade e preço.

Palavras do fabricante:

"POYTARA SPIRULINA é extrusada, de alta palatabilidade e excelente digestibilidade, consistente e concentrada, produzida para garantir uma adequada nutrição. Possui um perfeito balanceamento de proteínas, lipídios, carboidratos, fibras, vitaminas e minerais. Preparada com ingredientes que otimizam a vitalidade de seus peixes.

POYTARA SPIRULINA foi formulada especialmente para atender as necessidades nutricionais de peixes onívoros ou predominantemente herbívoros, como ciclídeos, molinésias, platis, espadas, guppies, cascudos, entre outros. O seu primoroso balanceamento a torna completa, prescindindo de qualquer outro tipo de alimento, além de muito mais econômica, uma vez que todas as necessidades dos seus peixes são supridas por uma pequena quantidade de ração.

POYTARA SPIRULINA contém ingredientes que realçam a cor e o brilho dos seus peixes, e vitamina C, que aumenta consideravelmente a vitalidade e a beleza peculiar das espécies, além de atuar como preventivo contra infecções patogênicas oportunistas, proporcionando-lhes longevidade."

Dê uma chance ao produto nacional, experimente a Spirulina Poytara e avalie seus resultados, garanto que você irá se surpreender. Acesse o site Poytara clicando aqui.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Indonésia: corais de Walea - by Acquaportal

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Imagem da Semana

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Fonte: El Espectador

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Nishikigoi Niigata Direct Ltda.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Aquário "Volcano"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ceará é o maior exportador do País


Fortaleza recebe variedades do mundo marinho e mostra por que o aquarismo é o 2º maior hobby do mundo
O Ceará é o maior exportador e produtor de peixes de água salgada do País. Quanto aos de água doce, o Estado é o terceiro grande produtor, segundo dados da Associação dos Criadores e Lojas de Aquário do Ceará (Aclace), de 2009.
Embora o aquarismo seja o segundo maior hobby do mundo, muito se tem dúvida sobre a criação doméstica. Pois isso, a Aclace realiza a 1º Expoagua Shopping Aldeota.
O peixe Nemo estampa o chão da exposição, localizada no primeiro piso do Shopping Aldeota. Da tartaruga marinha ao peixes japoneses, o espaço apresenta mais de 200 espécies. Dentre as que mais atraem a curiosidade, estão a raia, os peixes carnívoros e a moreia pintada, que só existe em águas nordestinas. Além de apresentar das espécies mais comuns as mais excêntricas, como o peixe-palhaço e os ciclídeos africanos, os representantes da Aclace tiram dúvidas sobre manutenção de aquários e cuidados necessários aos peixes. Leandro Araújo, um dos coordenadores da mostra, afirma que o aquarismo não dá tanto trabalho e nem é tão caro como se pensa. A "Expoagua" tem acesso gratuito até 20 de fevereiro, funcionando de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h30 às 20h30. Para as crianças serão oferecidas pinturas de rosto e uma atividade lúdicas.

Mercado em alta

A produção anual cearense de peixes ornamentais de água doce e salgada é de 500 mil unidades. Há, ao todo, 40 criadores.
Criam-se no Estado mais de 150 espécies diferentes, quase todas oriundas da África.
A comercialização, no Ceará, é feita por mais de 100 lojas, das quais apenas oito são formais, todas na capital. Para a exportação, a produção é totalmente absorvida pelos mercados de São Paulo e do Rio de Janeiro, ainda sendo pequena para atender à demanda estrangeira .
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Peixes semeadores


O papel dos peixes como agentes dispersores de sementes nas florestas alagadas. Este, pode-se dizer, é o principal teor de uma cartilha, de 26 páginas, projeto apoiado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Estação Científica Ferreira Penna e do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), e financiada pela Fundação o Boticário de Proteção à Natureza.
Aliás, a base do estudo ocorreu na Floresta Nacional de Caxiuanã, unidade de conservação (UC) criada em 1961, que fica a 400 quilômetros a Oeste de Belém. Ocupa uma área de 324. 060 hectares e está localizada entre os rios Xingu e Tocantins. É lá que está instalada a Estação Científica Ferreira Penna do Museu Paraense Emílio Goeldi, criada em 1993 com o objetivo de apoiar programas de pesquisa nacionais e internacionais.
A ideia da cartilha – que pontua ainda os vários tipos de dispersão existentes, como a barocoria (dispersão causada pela força da gravidade), anemocoria (pelo vento), e hidrocória (ação das águas) – foi focar-se mais na dispersão por animais (zoocoria), com a intenção de sensibilizar a população ribeirinha sobre a importância da relação dos peixes com as vegetações de várzeas e igapó, além de explicar o que é uma Floresta Nacional (Flona) e a importância das florestas alagadas.
A cartilha apresenta o peixe cachorro-de-padre (Auchenipterichthys longimanus), que foi analisado como possível dispersor de sementes de ucuúba (Virola surinamensis), árvore que chega a uma altura de até 40 metros e é de grande importância econômica e ecológica na região amazônica.
De acordo com a pesquisa, foram coletadas 71 sementes do estômago de 47 cachorros-de-padre, e 106 das árvores de ucuúba. Foram registradas germinação em 69% das sementes retiradas dos estômagos. Essa constatação demonstrou que os frutos ingeridos pelos peixes não perdem a capacidade de germinação das sementes.
Fruto do projeto “Ictiocoria de Virola spp. por Auchenipterichthys longimanus (Siluriformes: Auchenipteridae) em igarapés da Amazônia Oriental, implicações para o manejo e conservação de áreas ripárias”, a cartilha Os peixes e as Florestas Alagadas de Caxiuanã foi organizada em co-autoria por Tiago da Silva Freitas, Bruno Prudente, Vitor da Consolação Almeida e Luciano Montag, pesquisadores da UFPA.
Com ilustrações de Almir Inada, a publicação explica ainda a importância de alguns peixes na dispersão de sementes, entre eles, o tambaqui (Colossoma macropomum), os pacus (Myleus spp. e Mylossoma spp), além de alguns bagres, como os bacus (Megalodoras spp. e Lithodoras dorsalis) e os mandis (Pimelodus spp. ). A cartilha está disponível em PDF e pode ser obtida por solicitação ao e-mail do primeiro autor, Tiago Magalhães da Silva Freitas (freitastms@gmail.com).

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Fonte: EPTV.com

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Baby Sharks on their eggs

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Em defesa das tartarugas


Ed Wanderley
edwanderley.pe@dabr.com.br

Uma verdadeira força-tarefa está montada na praia de Boa Viagem, no Recife, em defesa de um dos locais de desova de tartarugas marinhas. Além de duas equipes da Brigada Ambiental da Guarda Municipal, um voluntário do Ibama resolveu acampar ao lado da faixa de areia onde a fêmea da chamada tartaruga verde (chelonia mydas) depositou cerca de 150 ovos na semana passada. Há 23 anos trabalhando voluntariamente no combate aos maus tratos de animais, Adriano Artoni, 41 anos, promete passar os dias (e algumas noites) dentro de uma barraca de 4 metros quadrados, contando apenas com lanches, água e um binóculo que o ajuda a monitorar a atividade marinha, tanto do avanço da maré quanto da possível aparição de novas tartarugas.
´É uma forma de pressionar as autoridades para que essa vigilância da brigada seja constante. São entre 45 e 60 dias para o nascimento dos filhotes, então, é necessário defender o local`, explica. Somente em caso de haver um monitoramento constante da região, é possível ter boas perspectivas em relação à possibilidade de vida dos filhotes (para que sejam chocados corretamente, é necessário que os ovos não sejam mexidos, nem arrastados pelo mar).
Caso contrário, o Ibama deve contar com o auxílio do Projeto Tamar, com sede nas praias de Pipa (RN) e de Fernando de Noronha (PE), para transportar todos os ovos a uma praia mais deserta. Segundo o guarda da Brigada Ambiental, Pablo Fontes, essas tartarugas crescem e depois de 20 anos voltam ao local onde nasceram para desovar. ´Esta da semana passada, por exemplo, com certeza nasceu no Recife. É preciso pensar justamente em como a área estará daqui a 20 anos. A área é muito movimentada, o que não oferece segurança`, explica.
Nos próximos dias, técnicos do Ibama e do Projeto Tamar estarão no local para avaliar os riscos aos quais os ovos podem ser submetidos. Só depois disso vão decidir se haverá a necessidade do transporte. Até lá, a área continua isolada. Banhistas ou comerciantes que atuam na região que invadiremo espaço ou causarem danos indiretos à ninhada podem responder por crime ambiental, cuja pena varia de 6 meses a 1 ano de reclusão, conforme Lei Municipal nº 9.605.

Perigo

Além da ação individual, uma outra questão vem passando despercebida nas praias da Zona Sul do Recife. Na faixa que vai de Boa Viagem a Piedade, desde a última semana é possível encontrar tratores circulando pela areia da praia em obras urbanísticas das duas cidades. Somente em janeiro, três pontos de desova de tartaruga foram utilizados, sendo dois no Recife e um em Jaboatão dos Guararapes. No entanto, apenas o primeiro deles está devidamente isolado e identificado.




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